Transplante Capilar

9570691_sO QUE É?

Este é o procedimento para tratar alguns tipos de queda de cabelos. A princípio, devemos diferenciar as diferentes causas da queda de cabelos, pois em determinados casos o tratamento é clínico e não cirúrgico. Geralmente uma avaliação criteriosa pode esclarecer e determinar o tratamento, sendo uma avaliação dermatológica às vezes  importante neste esclarecimento. Geralmente a calvície é de causa androgênica, ou seja, relativa à atuação dos hormônios masculinos em receptores celulares localizados nos bulbos capilares. Uma enzima nestes receptores altera a conformação dos androgênios, induzindo a queda dos cabelos. Como estes receptores geralmente não estão presentes nas áreas laterais e posterior do couro cabeludo, estas regiões são preservadas na maioria dos casos de calvície.

A calvície androgênica é hereditária e acomete quase exclusivamente os homens. É classificada em 7 graus, dependendo da sua extensão de acometimento. Geralmente, quando a calvície se instala de uma maneira mais abrupta no adulto jovem, não só a estética fica comprometida como também reflete emocionalmente na vida profissional, social e afetiva do indivíduo. A calvície tardia é bem mais lenta e chega ao final em uma faixa etária mais avançada, após os 45 anos, também trazendo suas interferências estéticas e psicológicas no cotidiano dos pacientes. As mulheres também podem ser acometidas pela calvície e, em geral, sofrem bem mais.

 

A cirurgia não interrompe o processo da calvície aonde os fios de cabelo vão ficando finos e fracos até caírem. Ela deve ser feita em uma fase definida do processo e visa o preenchimento das áreas glabras (calvas) com transplantes de fios retirados da área posterior da cabeça onde a interferência hormonal é reservada. Os fios transplantados conservam as mesmas características genéticas da área doadora,  logrando um crescimento efetivo dos pêlos. Com o tempo, estes fios transplantados serão alvo do inexorável processo de envelhecimento e se tornarão mais delgados. Daí a importância de se esclarecer a possibilidade real de um segundo ou terceiro ato cirúrgico, de acordo com a evolução desta queda capilar. Outro fator que muitas vezes dificulta a possibilidade de uma única etapa cirúrgica é a extensão da calvície. Isto porque a área doadora está limitada pela distensibilidade do couro cabeludo e densidade de fios. Assim, quanto maior a área calva maiores serão as chances de recomendarmos 2 ou até 3 tempos cirúrgicos.  O intervalo entre eles geralmente é de 8 meses a 1 ano.

 

RISCOS

Muitos questionam sobre os riscos da cirurgia. Toda cirurgia tem riscos, mas estes são geralmente previsíveis e na maioria das vezes, controláveis. A cirurgia estética, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores.

Raramente traz implicações sérias, entretanto, como todo ato cirúrgico, tem seu risco natural e os imprevistos. Tenha a certeza que tudo será feito para evitá-los, proporcionando os melhores resultados. Lembre-se que os maiores interessados nos bons resultados são o paciente e o cirurgião, e o bom relacionamento entre eles deve ser sempre procurado nas consultas.

 

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia.

Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será solicitada. Em casos determinados (de cirurgias associadas) podemos pedir outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por no mínimo 15 dias, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer; abstinência do fumo por 4 semanas antes da operação; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares ou alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

-Tomar banho antes de ir para o hospital, lavando bem o couro cabeludo;

-Você vai precisar de blusa aberta (que não necessite passar pela cabeça) para ir para casa;

-É importante a presença de um acompanhante para a alta, pois não será permitido dirigir neste momento;

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

 

A CIRURGIA

O método de transplante com “micro e mini grafts” é eficiente e traz resultados satisfatórios, ao contrário da técnica de implantação de “tufos” de cabelos que podem dar uma aparência de cabelo de boneca. São confeccionados enxertos de várias formas, desde aqueles com um até 3 a 4 fios cada. Os resultados são extremamente variáveis de acordo com fatores diversos como cor, textura, espessura, densidade da área doadora e área a ser transplantada. Desta forma, não é razoável comparar resultados de forma aleatória, desconsiderando todos estes fatores.

A cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação, ou mesmo geral (casos específicos recomendados pela equipe médica) e a duração é variável de acordo à área glabra a ser reparada. Em geral dura cerca de 4 a 5 horas, afora o tempo de preparação e recuperação pós-anestésica. Geralmente é realizada em caráter ambulatorial, podendo o paciente receber alta hospitalar no mesmo dia.

Retira-se uma fita de couro cabeludo da região posterior da cabeça, podendo ir de uma orelha à outra. A área doadora é suturada (fechada com pontos) e então se inicia a separação dos fios para serem transplantados. De acordo com uma marcação que é previamente conversado com o paciente, o fio vão sendo introduzidos na área calva com a ajuda de agulhas ou lâminas especiais. No final são feitos curativos  cobrindo a cabeça com uma bandagem que deve ser mantida por 1 ou 2 dias. Aí então, retiramos esta bandagem, autorizando a lavagem da cabeça com xampu neutro. Você será claramente orientado para os cuidados para lavar os cabelos nesta fase inicial do pós-operatório.

 

PÓS-OPERATÓRIO

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica.

É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o(a) operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

O(a) paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

-Não dirigir no pós-operatório imediato;

-Repouse ao chegar em casa, com a cabeceira elevada por almofadas ou travesseiros a cerca de 30º em relação ao resto do corpo;

-Não há restrições para a posição de dormir. Tome seu banho sem molhar o curativo;

-Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo(a)). Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

-Após a retirada do curativo (1º ou 2º dia), você poderá lavar a cabeça sem esfregar o couro cabeludo e utilizando o xampu recomendado pelo seu médico. Jamais use duchas de jato forte na área operada. Use uma toalha macia para secar, deixando-a exclusiva para a cabeça, comprimindo levemente ao enxugar e não esfregando. Estes detalhes são muito importante e esclarecidos na primeira troca de curativo.

-O(a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

Os pontos da área doadora são retirados com 12 a 15 dias dias. O edema (inchaço) normalmente pode aumentar nos  4 primeiros dias, chegando até as pálpebras. Isto é o normal e não deve ser considerado como um problema. Há formação de crostas junto aos implantes, não devendo ser removidas em hipótese alguma. Aos poucos elas caem sozinhas (por volta de 10 a 12 dias), deixando os fios integrados.

-Não há necessidade de repouso no leito no dia seguinte da cirurgia. Volte para suas atividades normais, respeitando os limites referidos.

Na evolução do crescimento capilar existem três fases distintas (crescimento, queda e repouso) e estas fases são reproduzidas nos fios transplantados. Assim, até cerca de 2  meses os fios transplantados caem, voltando a crescer algumas semanas depois (com cerca de 3 meses) de forma definitiva. É uma fase de ansiedade natural que é contornada com o conhecimento das informações evolutivas da cirurgia da calvície.

O paciente não deve se expor ao sol nos primeiros 30 dias da cirurgia, evitando também as atividades físicas intensas.

Normalmente recomendamos o uso de alguns produtos que estimulam o crescimento capilar e tudo isso lhe será orientado pelas receitas.

INTERCORRÊNCIAS

Pode ocorrer diminuição da sensibilidade na área doadora que geralmente voltam ao normal em alguns meses. Outras  intercorrências como  pústulas, cistos, granulomas, alterações cicatriciais e até uma rarefação capilar transitória na área doadora podem ocorrer, ainda mais raras são aquelas intercorrências possíveis em qualquer intervenção cirúrgica tais como, abertura de pontos, necrose (mortes) de pele, infecções, dificuldades circulatórias com o trombo-embalismo, processos alérgicos de variados graus e até mesmo o risco de vida.Todas elas são geralmente bem resolvidas e não devem preocupar o paciente. Lembre-se que todas as dúvidas podem ser esclarecidas a todo o momento com seu cirurgião e o(a) deixarão mais tranqüilo para conduzir da melhor forma possível o seu pós-operatório.

As intercorrências podem interferir  no resultado final em maior ou menor grau independente da técnica cirúrgica e da condução do tratamento das mesmas pelo cirurgião. Por exemplo: deiscência de sutura (abertura de pontos) dando cicatriz ruim no futuro.

 

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

Como já reportamos, todas as fases do crescimento capilar serão reproduzidas após a cirurgia. Assim, não fique ansioso(a) para ver os resultados antes que o organismo passe por estas fases. Cerca de três meses após a cirurgia seus cabelos começarão a crescer novamente e por volta de 8 a 12 meses você deverá apresentar um aspecto mais natural, com os fios já compridos estudos nos mostram que a média de crescimento é de 1 cm ao mês.

O tempo continua a passar, independentemente da cirurgia. É claro que ela retarda o aspecto desagradável da calvície mas tanto os fios naturais como os transplantados sofrem a ação do tempo, ficando cada vez mais finos e rarefeitos. Lembre-se da importância de nova cirurgia caso isto venha a lhe incomodar, ou mesmo em casos de calvícies mais extensas em que apenas um procedimento seria insuficiente para alcançar os efeitos satisfatórios. Nestes casos as etapas cirúrgicas subseqüentes não são retoques da primeira mas uma nova cirurgia já prevista no planejamento pré-operatório.

 

O código de normas e condutas do cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório, mesmo que haja autorização do paciente. Proíbe ainda o uso de fotos de partes do corpo. A divulgação de preços e condições de pagamento em  meios de comunicação, como jornal e TV é vedada.

2 Comments

  • luciano pereira says:
    17 Junho, 2017 at 19:25

    Responder

    Boa noite gostaria de saber si voces usam as duas tecnicas f.u.t e f.u.e ou nao ?aguardo grato!

    • Olá Luciano, Dr. Ricardo realiza ambas as técnicas e têm o aparelho desenvolvido pelo criador da técnica F.U.E.
      Quanto ao procedimento pode ser combinado ou não. Isso depende do caso. Um abraço.

Deixar uma resposta

Your email address will not be published. Website Field Is Optional

//Custom Script